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10 de setembro | 09:43

Plano de Negócio não é mera formalidade

Todo mundo sabe que planejamento não é o forte do brasileiro. Que planejar as ações não é algo estimulado numa sociedade que viveu anos pulando de um plano econômico para outro. Porém, a falta de planejamento dentro de uma empresa é sinônimo de prejuízo, tendo como consequência, o desânimo da equipe. Planejar requer disciplina. E isso talvez seja a parte mais difícil que precisa ser vencida pelos gestores do negócio.

 

Para o seu negócio começar com o pé direito é preciso reunir as cabeças pensantes e literalmente pensar no negócio. O que é a empresa? O que ela faz? O que faz de melhor? O que faz de pior? Quem faz o que? Como faz cada processo da empresa? Onde quer estar no próximo ano? O que precisa fazer para alcançar este objetivo? Qual é o tamanho do orçamento? Respondidas essas perguntas e colocadas as respostas num papel, o primeiro passo terá sido dado.

 

Não passar por esta etapa, significa dar tiros nos pés. Recentemente, visitei um hotel em Caldas Novas. Os donos assumiram o negócio sem ter qualquer conhecimento da área. Convidou para sócio, um dono de pousada. Feitas as reformas e melhorias nas instalações, promoveram um evento de inauguração, criaram promoções, mas não se prepararam para o dia seguinte. Ou seja, após evento, o estabelecimento lotou. Mas, o bater de cabeça dos gestores e colaboradores deixou claro que não haviam planejado como fazer diante da lotação dos quartos. Faltou o básico para o café da manhã. Houve quem fizesse a mesma coisa que o colega, deixando outras áreas descobertas. Os clientes sentiram e reclamaram. Um colaborador pediu demissão porque não estava acostumado com tanto estresse. Na semana seguinte, os gestores começaram a se desentender. Um deles ameaçou de sair da sociedade. Fecharam as portas para finalmente planejarem, e foi aí que começaram a ver a luz.

 

Construíram uma planilha com tudo que tinham: lençóis, toalhas, material de limpeza, kits de higiene. Elaboraram um cardápio com opções para o café da manhã, lanche e jantar. Organizaram promoções de acordo com a sazonalidade. Programaram treinamentos. Reservaram verba para situações emergenciais e até buscaram freelancer para as datas festivas. Segundo os sócios, decidiram que ninguém receberá salário durante seis meses, período que pretendem adquirir utensílios novos, uniformizar a equipe, organizar a casa.

 

“Pode ser que o planejamento não garanta o sucesso, mas sem ele, o fracasso é inevitável”, afirmou José Teles, sócio majoritário. “Iniciamos a fase de execução. Nem tudo o que planejamos foi executado. Aliás, muitos dos planos colocados no papel se mostraram irreais para este primeiro momento. Descobrimos que executar requer conhecimento e estamos estudando gestão e turismo. Entendemos que atender o cliente superando suas expectativas é fundamental para o nosso sucesso”.

Por: Gisella Mandaro